ETrilhas Aqui você irá encontrar dicas para acampamentos, trilhas e os melhores roteiros para sua aventura.
Postado por: @JohnyAton / @djalmatoledo
Foram dois anos de preparação. Tivemos a idéia, mas faltavam à coragem e a grana. Então para testar como sairíamos juntos em uma viagem relativamente longa, fomos ver de perto as Cataratas do Iguaçu, foi muito bacana, nos saímos muito bem, mas esta é outra história.
Como havíamos nos saído muito bem em Foz do Iguaçu, a parte da coragem já havia sido superada, faltava agora o cash! Ah! outra coisa, incompatibilidade de tempo, o que acontece com muitos grupos de amigos, quando um tem tempo, o outro não tem, quando todos tem tempo, falta dinheiro, e por aí vai. Após dois anos da viagem para Fóz, nos deparamos com a situação:
Djalma havia sido demitido da empresa em que trabalhava há alguns anos e, conseqüentemente tinha tempo e dinheiro. Eu tinha tempo, porém, ainda não tinha dinheiro, mas trabalhava duramente para conseguir. Em dezembro de 2008, combinamos que viajaríamos após o carnaval. Eu trabalhando em uma balada muito movimentada em Ilhabela e estava guardando cada centavo que conseguia.
Enquanto a hora da viajem não chegava, tivemos que tomar algumas providências básicas para quem deseja fazer esse tipo de viagem.
Sim, isso é o básico. Definimos o roteiro pesquisando na net os lugares mais interessantes mas o foco principal era Machu Picchu.
A partir daí pesquisamos em comunidades no ORKUT (sempre tem muitas dicas boas) e em outras redes de relacionamento, em blogs, com amigos, etc. Através dos contatos que fizemos tivemos uma noção de quanto precisaríamos para nossa viagem, eu disse “noção” sim, porque o dólar sempre muda de valor e pra lá os valores giram em torno dele.
Para calcular o tempo de viagem, deve-se analisar o tempo que você tem disponível e por quais lugares pretende passar, enfim, calcular se vai dar tempo de ver tudo o que você quer. Agora gastos pré viagem, pode acreditar quem viaja muito sabe disso, no nosso caso tivemos gastos com calçados, filmadora entre outras coisinhas, não vamos nos estender muito.
Passou o carnaval, e ainda não tínhamos o dinheiro suficiente. Os amigos, já haviam sido avisados da viagem, começavam a tirar sarro! “E aí, a viagem?”.
Alguns nos taxavam como loucos, outros diziam, “pega o dinheiro e compra uma moto”. Na época a gripe suína (H1N1) estava começando a estourar no México e nossas famílias apreensivas queriam nos impedir de viajar.
Bom, enfim é chegado o dia tão esperado, partimos de São José dos Campos as 15:30 do dia 24 de maio de 2009.
Foi maçante, 22 horas de viagem, geralmente leva menos tempo, mas o ônibus quebrou e chegamos após o horário previsto. Chegando em Corumbá, caminhamos até o albergue da juventude e pernoitamos lá até o dia seguinte.
Dia 26 de maio, é hora de atravessar a fronteira. Fomos de taxi até Porto Quijarro de onde pegaríamos o tão famoso Trem da Morte. Na estação já fizemos nossas primeiras amizades, um “carioca” do Espírito Santo, com um nome bem peculiar: Mayewski e um Peruano cheio de lábia que vivia no Brasil há 25 anos. Compramos passagens e embarcamos para Santa Crúz de La Sierra.
Como era domingo e a imigração já estava fechada após o meio dia, decidimos que iríamos carimbar nossos passaportes em Santa Cruz, pois o prazo é de 48 horas após a entrada no país. O trem que percorria os trilhos lentamente e de vez em sempre parava em algum vilarejo, onde entrava uma multidão de gente vendendo desde frango assado em tigelas, até limonada retirada de baldes com conchas de feijão. Na TV exibiam o filme do momento vencedor de vários oscars “Quem quer ser um milionário” dublado em espanhol e legendado em inglês. Ao nosso lado estava sentado um ser estranho, de cabelos longos encaracolados e loiros pra lá de despenteados.
Quando chegamos em Santa Cruz, já éramos brothers do peruano, e do carioca. Não ficamos muito na cidade, almoçamos e no final do dia embarcamos para La Paz. Ah detalhe, na estação em Santa Cruz procuramos a central de imigração e explicamos a situação, e o cidadão que nos atendeu muito atencioso disse para não nos preocuparmos, que poderíamos voltar a procurá-lo as 15:30 que carimbaria nossos passaportes.
Depois de almoçar voltamos para o terminal e procuramos o tal boliviano da imigração. Resultado, o atencioso homem nos extorquiu 100 bolivianos para carimbar os passaportes, pois o carimbo é gratuito! Discutimos no inicio, mas como ele premeditou a ação, já estávamos com as passagens compradas para La Paz e o bus sairia em minutos. Pagamos e seguimos viagem reclamando, revoltadíssimos.
Já no inicio do caminho de mais uma longa viagem, nos deparamos com uma temperatura que era tão baixa, que após congelar o sereno nas janelas do ônibus, também congelou o motor no altiplano. Bus parado na estrada, as 7:00 da manha, descemos para apreciar o visual, mas o frio nos fez voltar para dentro em poucos minutos. Após algumas fotos, claro.
Resolvido o problema do motor seguimos viagem por mais algumas horas, e chegamos a La Paz. Uma cidade fascinante com ótimos atrativos. Passamos pela La Paz alta e quando começamos a descer para o centro onde fica a La Paz baixa, que surpresa! O ônibus descia contornando a cidade e em meio a tantas casas e construções sem nenhum acabamento, tínhamos a impressão de estarmos entrando em uma “favela” gigante.
Na rodoviária nos separamos do carioca e do peruano, que seguiram seus caminhos, mas seguimos em frente com o ser estranho que sentou do nosso lado no Trem da Morte, rsss, um alemão chamado Carsten.
Ficamos em um albergue pertencente a brasileiros, que fica a três quadras da praça central. Saímos com Carsten e experimentamos comidas típicas e apimentadas. Aproveitamos o passeio e já fechamos pacotes para conhecer Tiwanaku um lugar fascinante, Vale da Lua outro lugar bem interessante e o monte Chacaltaya onde pela primeira vez sentimos o poder da altitude. Fizemos também o surpreendente Downhill de La Paz a Coroico. Esse em particular o melhor passeio de La Paz, 74 km de pura descida, onde as cordilheiras fazem companhia a centenas de ciclistas que se aventuram pela chamada “Estrada da Morte”.
La Paz é uma cidade singular, com suas cholas, seus militares e estudantes, em trajes impecáveis que parecem ter saído de um filme, seu clima, seu trânsito absurdamente caótico, tudo isso nos remete a outro tempo, a outra realidade.
Na partida, ao fazer o check out, brincávamos com um grupo de argentinos, e fomos abordados por mais um ser estranho. Agora um brasileiro, Morango, de Santos (SP) e que coincidentemente já havia estado na minha cidade Ilhabela, e no meu bairro, e conhecia um cara que trabalhou comigo! É mole?! Seguimos os três para a rodoviária, e chegando lá, votamos a nos encontrar Mayewski, o carioca. Partimos juntos para Copacabana onde conhecemos a Ilha do Sol, um lugar tranqüilo, belíssimo, e de temperatura não muito agradável.
Antes de ir para Ilha do Sol, ainda em Copacabana, saímos de noite para experimentar a comida local e a conhecida INCA KOLA. Fomos a um bar estilo Reggae irado, onde nos reunimos com uma galera show de bola, tinha o venezuelano (Lokasso), uma francesa, o chileno Salvador que adorava o Brasil e já havia estado em São Paulo fazendo intercambio, nós e mais uma galera, bebemos pacas e demos muitas risadas.
Na manhã seguinte sim, atravessamos o Lago Titicaca e chegamos a Ilha do Sol.
Nos hospedamos e fomos fazer a trilha para o lado sul da ilha. Em todo o trajeto encontramos com pessoas de toda parte do mundo, podíamos contemplar toda aquela natureza intocada, e ao longe as cordilheiras dos Andes. No outro dia antes de partir, combinamos de mergulhar no Titicaca, então nos juntamos Eu, Djalma , Morango, Anne (uma espanhola que conhecemos na Ilha) e Neto, mais um Brazuca que vive em La Paz.
Com a temperatura à baixo de zero grau, apesar da paisagem e do sol, a água não era nada convidativa. Mas com um turbilhão de gritos, vai vai, entrem entrem, e muitas risadas incluindo do povo local, eu e Neto mergulhamos naquele lago congelante, algo que sem dúvida não vou esquecer tão nunca. Podia sentir o osso da canela latejar e quando mergulhei…Nossa! A pele parecia que ia se partir, mas foi muito divertido.
Partimos de Copacabana para Puno no Peru onde iriamos visitar a Ilha dos Uros.
Saimos de Copacabana numa van que nos levou até fronteira da Bolívia com o Peru onde um ônibus nos esperava do outro lado. Estava a maior bagunça, gente corredo para todos os lados, os motoristas pegavam nossas mochilas e jogavam em cima do ônibus por que não tinha porta malas.
Quando embarcamos percebi que as condições não eram das melhores, os juelhos encostados no banco da frente que mais próximo dos utros bancos do que normal, além de ser pequeno estava lotado, viajamos durante 3 horas em péssimas condições.
Chegando em Puno assim que descemos do ônibus apareceram varias pessoas oferecendo hospedágem e como Morango tinha conhecido uma garota no ônibus decidimos ir para o mesmo hotel.
Um senhor que nos abordou na descida do ônibus arrumou uma Hospedamos bem acessível e próximo ao centro, assim que chegamos jogamos a mochila no quarto e saimos para conhecer a noite de Puno com nossa nova amiga Brittany, uma americana que nos acompanhou até Cusco no Peru onde acabamos nos separando.
Brittany era muito divertida, saiu pra jantar conosco, não falava nada em português, tínhamos que nos comunicar somente em inglês, o que as vezes era bem difícil, mas sobrevivemos.
No outro dia fomos conhecer a comunidade que vivem sobre as ilhas flutuantes do Lago Titicaca. Essa ilhas são feitas à base de uma planta chamada Totóra. O Uros vivem desta forma desde a era pré-colombiana onde criaram esse tipo de moradia visando maior segurança.
A nossa estadia em Puno foi bem curta mas muito enriquecedora, pois conhecer de perto como vivem a comunidade da Ilha dos Uros no Lago Titicaca valeu apena.
Uma cidade que com certeza não pode faltar no roteiro de quem quer conhecer a região. A praça central é rodeada das mais variadas baladas, restaurantes e catedrais belíssimas, nem preciso mencionar que bebemos horrores e demos muitas risadas né?
Em Cusco é possível comprar um único convite e entrar nos principais museos e ruinas nas proximidades da cidade. Comprando esse ingresso fechamos com uma agência para nos levar para faze um tour pela cidade, enquanto morango ficava no hotel com probelmas estomacais.
No outro dia fechamos pacotes para Machu Picchu e conhecemos algumas ruínas Incas da região, como a de Sacsayhuaman, Ollantaytambo e Písac. Em uma delas eu e Djalma nos perdemos do grupo e levamos uma bronca do guia, que queria partir sem agente, só não o fez porque o Morango e o Carioca não deixaram, a partir desse dia passamos a ser chamados de “garotos Nat Geo”, por levarmos nossas câmeras para todos os lugares, filmarmos e fotografarmos tudo.
Em Cusco nos encontramos novamente com Anne, espanhola que conhecemos na Ilha do Sol, com Santiago chileno apaixonado pelo Brasil, e o venezuelano loko do barzinho de Copacabana, e conhecemos o canadense Jean.
É muito interessante como conhecemos pessoas no decorredo do caminho e vamos nos encotrando em lugares que nunca iriamos imaginar que estariam lá. Valorize as amizades que irá encontar porque isso vai fazer parte da história do seu mochilão.
Partimos de Cusco em uma mini van para o lugar onde pegaríamos o trem rumo a Machu Picchu. O trajeto durou umas cinco horas, depóis de muito zig zag o trem chegou a Águas Calhentes. No desembarque já uma visão digna de um filme de Hollywood, não é a toa que são feitos tantos documentários naquele local. Águas Calhentes é surreal, um vilarejo ***intrincado*** nas montanhas que parecem tocar o céu.
Na chegada nos encontramos com dois holandeses que haviam feito o Downhill em Lá Paz conosco, encontramos também com a Anne que havia ido pra Machu Picchu por conta própria e não por agência como nós. Nos acomodamos no hotel e logo em seguida jantamos. Depois saímos pra fazer umas comprinhas, pois o lugar está cheio de lembrancinhas para guardar de recordação.
Partimos as 4:30 da manha para fazer a subida para Machu Picchu, a subida é pesada mas muito interessante, ao olharmos para baixo podíamos ver uma enorme fila indiana das luzes das lanternas nas cabeças de quem vinha atrás subindo as escadarias.
Chegamos cedo à entrada de Machu Picchu, as 6:00 da manha, é preciso chegar bem cedo para conseguir senhas para visitar o monte Wynna Picchu, que só são cedidas as 200 primeiras pessoas.
Muchu Picchu faz jus a tudo que falam, e ao titulo de maravilha do mundo! È um lugar realmente incomum, não só pela localização, mas por toda a história do lugar, a energia, a beleza. Em Machu Picchu nos separamos do canadense e subimos Wynna Picchu com Anne e o carioca. Mas, e o Morango? Ah claro, nos separamos dele em Cusco, pois ele quis fazer uma trilha de bike alternativa pra chegar em Machu Picchu, até o final da viagem não o encontramos mais.
Na volta, perdemos o trem e tivemos que fazer o trajeto andando pelos trilhos durante duas horas, o carioca torceu o joelho na descida de Machu Picchu e vinha mancando. No caminho até a estação ferroviária encontramos com famílias inteiras caminhando , avós, netos, jovens, crianças e adivinha? Brittany! Que hilário, não esperávamos vê-la novamente, parecia que tudo tinha acontecido do jeito que tinha que acontecer, incluindo a perda do trem. Foi muito bacana conversamos um pouco com ela e com as amigas dela, mas tínhamos que seguir em frente, ficou a saudade da amiga, mas temos Brittany no Facebook claro.
Voltamos para Cusco e curtimos mais algumas baladas, nos separamos do canadense Jean e fomos para Arequipa – Peru, pois queríamos subir o vulcão El Misti.
Arequipa é um lugar bacana, mas o que interessava pra nós era o El Misti, fechamos o pacote e no dia seguinte começamos a sofrer. O lugar é realmente intimidador e não é pra qualquer um, subimos com mochilas pesadas lentamente até o acampamento base que fica na metade do vulcão. Lá a temperatura incomoda, a altitude massacra, a cada passo a dor de cabeça aumenta e a respiração se tornava cada vez mais ofegante.
Chegamos no acampamento base, então os ” garotos da National Geographic ” tiraram fotos e fizeram suas devidas filmagens, jantaram e foram dormir as 17:00, pois teríamos que levantar as 2:00 da manha para continuar a caminhada até o topo. As 2:00 levantamos, nos preparamos e recomeçamos a caminhada.
Não imaginávamos o que estava por vir, o frio congelou as garrafas de água que levávamos nas mochilas, a altitude e o vento castigava, deixando a sensação térmica cada vez pior, o carioca com tontura mal conseguia andar, o Djalma vomitava, eu andava bem, em um ritmo bom sempre próximo ao guia, que para melhorar a situação não parava de gritar “vamos ticoos”. Sem chance, humor pra nós não existia naquela hora, já estávamos caminhando no meio da noite a algumas horas, até que demos uma pequena parada onde o guia nos informou que já estávamos a uma altitude bem elevada, mas que ainda teríamos no mínimo mais umas 7 horas de caminhada pela frente.
A minha luva não suportava o intenso frio, passei a não sentir mais os dedos dos pés, os da mão já havia parado de sentir a muito tempo, então após mentalmente ensaiar muito, decidi, “galera, não da mais”.
Tive que desistir, não só por toda a situação, mas por uma questão de segurança, nós não estávamos preparados tecnicamente para o El Misti, não havíamos sido avisados das condições climáticas. Realmente pensei que se continuássemos pudesse perder os dedos, congelados com a baixa temperatura, afinal as garrafas de água haviam congelado, todas, em questão de minutos! Foi nítida a decepção dos meus companheiros, e a minha frustração também. Mas na hora tenho certeza que pelo menos um pouco, todos ficaram felizes de se livrar daquela subida entre as rochas.
No dia seguinte descemos o vulcão El Misti e partimos da cidade para Arica no Litoral do Pacífico onde passamos a noite e partimos para San Pedro de Atacama.
Chegamos a São Pedro de Atacama, um vilarejo bem simples, mas ponto de encontro entre os mochileiros que chegam do Salar pelo lado boliviano, que vem da Argentina, e os que como nós, vínham de outras partes do Chile e do Peru.
Nos acomodamos em um hostel e saímos para pesquisar pacotes de viagens, alugamos três bikes e saímos para conhecer o Vale da Morte do Atacama (recomento alugar um prancha para fazer sandboard) , muito bacana, conhecemos também o Vale da Lua, andamos muito o dia todo com as bikes por terrenos extremamente áridos, onde raramente chove, e a noite entregamos as bikes na agência.
No dia seguinte as 7:00 da manha fomos ao local marcado pela agência para embarcar no carro pra fazer o passeio pelo Salar Uyuni. Em cada Jeep (Troller) vai quatro pessoas, Eu , Djalma, Carioca e uma alemã chamada Susanne, o motorista que apesar de se chamar Rubinho Barrichello, pisava fundo no acelerador.
Começamos pelas lagunas, passamos por vulcões e pelo lugar que inspirou Salvador Dalí em alguns de seus quadros, passamos pelos enfurecidos Geysers que exalam um cheiro de enxofre insuportável, passamos pelas águas termais e obviamente mergulhamos, todos em meio ao deserto congelante que nos cercava. Paramos para dormir na primeira estalagem. Viajávamos em dois grupos: o nosso e outro Troller que nos acompanhava com uma família de franceses.
Na estalagem, nos alimentamos e saímos para conhecer o lugar ao redor, que beirava a laguna vermelha. Fizemos mais filmagens e tiramos mais fotos, tentamos nos aproximar dos flamingos, mas não demoramos muito pois o jantar já estava quase para ser servido. Voltamos para o jantar, varias mesas juntas onde comemos e demos muitas risadas, Susasse é uma alemã com alma brasileira, ela trouxe duas garrafas de vinho que aumentou a descontração da galera, enquanto outros grupos vindos do outro lado do salar jantavam ao lado.
Contávamos as histórias de viagem de cada um, Susanne já estava viajando há 11 meses, e ainda passaria por vários países incluindo Brasil.
Do lado de fora um breu total era quebrado pelo céu mais sensacional que já vi, jamais em toda minha vida pude ver tantas estrelas como no Atacama. O clima, nada além de -15°, tranqüilo, mas era realmente difícil ficar do lado de fora, e o banho, bom ninguém teve coragem de se arriscar a tirar a roupa. Com a temperatura tão baixa e o ar tão seco que fazia nossos narizes sangrar, ainda sim o clima geral era muito agradável, pois estávamos vivendo uma aventura sem precedentes pelo menos pra nós, o vinho já tinha me deixado sonolento, eu dava risada por qualquer coisa, geralmente isso já acontece sem o vinho que dirá com ele. Dormimos e na manhã seguinte conhecemos a Árvore de Pedra e a Isla Del Pescado, por fim passamos pelo Museu de Sal e chegamos ao final do passeio desembarcando no povoado de Uyuni, onde nos despedimos de Susanne.
Assista o vídeo do Mochilão pelo Chile
A nossa volta sem dúvida foi um horror! Talvez por ser a volta mesmo, já não tínhamos o interesse de conhecer mais nada, e havíamos nos programado para voltar de avião, mas a grana não deu. O nosso ônibus que ia até Sucre, quebrou e nossos pés pareciam congelar, embarcamos em outro que chegou ao destino pela manhã. Em Sucre nos despedimos do carioca Mayewski , que havíamos conhecido em Porto Quijarro no inicio da viagem e acabou fazendo a viagem quase toda com agente. Ele já tinha comprado as passagens de avião com antecedência.
Voltamos no final do dia para Santa Cruz de La Sierra, onde embarcamos de novo no trem da morte, que foi realmente da morte, voltamos numa classe inferior a que viemos no inicio da viagem, sem TV , com muita gente entrando e saindo do trem a cada parada, mal conseguíamos dormir, mas enfim chegamos a Porto Quijarro e atravessamos para o Brasil. Ah Corumbá! Podíamos ouvir o nosso idioma em todos os lugares, o ar é literalmente diferente, que saúdade uhuull! Estávamos nos sentido em casa. Chegamos na rodoviária e 30 minutos depois já estávamos dentro do bus para São José dos Campos. No caminho a Policia Federal parou nosso ônibus e prendeu três pessoas que transportavam drogas, mas seguimos em paz e ansiosos por chegar logo. Enfim chegamos em São José dos Campos, “estamos em casa”, pensamos. Eu ainda tinha que descer pra Ilhabela, mas já me sentia em casa.
Foi uma viagem fantástica que aconselho pra qualquer pessoa, tudo vale à pena, as pessoas inesperadas que conhecemos, os lugares; muitos que nem estavam no nosso roteiro, a comida, a cultura, aventuras que passamos, frio, momentos engraçados, momentos difíceis, inesperados. Nem tudo foram flores, passar um mês juntos não é pra qualquer um, põe a amizade a prova, Eu e Djalma brigamos pacas, na maioria das vezes por motivos bobos, mas sobrevivemos, nossa amizade sobreviveu. O que eu tirei disso tudo? Que o mundo é muito grande pra permanecermos sempre no mesmo lugar, nossos ancestrais eram nômades, acho que nossa memória genética ainda sente falta de conhecer novos lugares. Constatei que somos privilegiados por viver num país com Brasil, onde temos praticamente tudo. Que não é possível viver sem as nossas famílias, pois as adoramos. Que viver é melhor que sonhar. Viajar é melhor que só planejar.
[...] Mochilão Bolívia, Peru e Chile rumo a Machu Picchu Setembro 16th, 2010 | Turismo [...]
Djalma, muito bom cara. Impressionante as fotos.
Parabens a vocês.
Rapaz, eu acho que conheço esse carioca que vocês falaram, o cara é muito gente boa, na verdade gente boa pacas!!! hehehehe
Saudades das nossas loucuras, espero poder viajar com vocês novamente.
Grande Abraço
Nossa!! Adorei o roteiro e principalmente as fotos! Parabéns!! Também pretendo fazer esse circutio mas preciso juntar uma boa grana e reunir um ótimo grupo!!
Clayton muito obrigado pelos parabéns, e que bom que gostou.E sim Mayewski, o carioca em questão é muito gente boa mesmo, espero podermos fazer uma trip nova juntos mesmo, essa foi D+.
Andreia, que bom que gostou também, esse circuito é muito bonito, quanto a juntar uma grana, não precisa muito não viu? Na região os preços são bem em conta, e quanto ao grupo, aconcelho a não reunir um grupo muito grande, o legal desses mochilões é que acabammos formando grupos naturalmente durante a viajem.
Que artigo! muito bem escrito, parece que eu estava lá, Paulo to louca pra saber o resto da aventura contada com toda esta riqueza de detalhes… beijos….
Bom demais!…parabéns pela aventura e por seu artigo!
kraa…muituu lokaaa essa aventuraa ae man’
esse fitaa msmoll, u negociuu eh curtyy…
e cum esse guiaa ae em cimaa, eu vo facill rss….
sjcamposs
Valeu Cris, obrigado pelas palavras e pela sua atenção, depois que o DVD ficar pronto eu mando um pra vc.
Ainda bem que curtiu Dilsinhuu, vivenciando, a viagem fica mais fantástica ainda!
bom, muito bom… cheguei de Machu Picchu em Janeiro, dias antes da chuva que caiu por lá. mas sai só daqui. e encontrei brasileiros no caminho… final de ano talvez eu vá para o uruguai mar del plata e colonia de sacramento. mas quando vocês forem para México ver pirâmides, avisem no Twitter (sou novo seguidor) que eu, talvez, os acompanhe…
Show de bola Laércio, ainda bem que você não pegou a chuva por lá né?! Por enquanto não temos planos para ir para Teotihuacan, mas quando formos pode ter certeza que avisaremos a todos, e quem estiver afim poderá nos acompanhar. Abração.
Tive sequências de arrepios lendo sobre toda essa viagem, pois revivi cada momento: fiz uma viagem parecida em fevereiro desse ano, mas dos três países, estive apenas na bolívia. foi bem complicado, tive dificuldade de lidar com os imprevistos e com a sensação que eles me causavam, além dos 3 dias inteiros de dor de cabeça e quase desmaios no tour de Uyuni. Em Potosí, então, tinha que parar duas vezes por quadra, pra não desmaiar. enfim, reclamei bastante, na época, mas agora que já está feito, o lindo é recordar! E foi o que fiz, ao encontrar, sem querer, esse blog. Adorei ler a experiência de vocês! Em muitas passagens, me identifiquei bastante.
E viva às viagens! Nenhuma faculdade nos ensina mais do que aprendemos ao percorrer os “pagos” desse mundo.
É Melissa, realmente as dores de cabeça nos persegue na Bolívia, tbm tiver muitas dores. Passei muito mal na viagem de Santa Cruz para La Paz, mas cada segundo vale apena, agente volta renovado.
Passei a gostar mais ainda no nosso país depois dessa viagem.
Obrigado pelo seu comentário Melissa.
Oi! Bom, eu tava pensando em fazer o mesmo roteiro que o seu, menos o passeio do Vulcão, talvez eu troque por algum outro. Queria saber quanto vc gastou com passagens, com hospedagem, alimentação e com esses passeios que vc fez. Pq eu tenho uma graninha guardada, mas não tenho certeza se to totalmente segura. E a trilha inca vc agendou nas agências de turismo aqui mesmo?
Brigadão!
e desculpa de tanta pergunta… hehehe..
Obrigado Bia pelo seu comentário.
Uma dica legal é vc trocar o vulcão pelas linhas de Nasca, que foi o único lugar que ñ passamos.
Gastamos na faixa de mil dólares na época o dólar estava 2.16, vou fazer uma planilha e te mando assim que terminar.
A trilha inca vc tem que agendar, com alguma agência, se possível com alguma agência de Cuzco, se vc ñ conseguir fica tranquila que lá existe outras trilhas que tbm é legal para se chegar até Machu Picchu e pode fechar no dia que chegar em cuzco.
muituu lokaaa essaa materiaa…as fotenhass são da horaa d+++….
Olá…bom dia…adorei o roteiro, as fotos e tudo mais…também estou planejando fazer um mochilão, com o mesmo roteiro, Bolívia, Peru e Chile. Depois que li e vi as fotos aí que a vontade aumentou…porém gostaria de saber quanto eu podeira levar pra viajem para que eu faça uma viajem tranquila e que não tenha que me preocupar se vai faltar grana. Se pudessem me responder quanto de vo levar ficarei muito agradecida. Muito obrigada! Flávia!
Oi Flávia,
Esta região tem muita coisa pra conhecer, realmente vale apena.
Com relação a quando gastar fica difícil te falar um quantia, varia muito de uma pessoa pra outra, depende dos passeios que vai fazer onde vai se hospedar.
Mas no nosso caso gastamos aproximadamente R$ 2500,00 hospedamos em albergues para economizar e ficamos pouco no Chile por que lá é mais caro, mas com esta quantia fizemos muitos passeios como pode ver no relato.
Espero que tenha ajudado, quaquer dúvida pode me mandar no email etrilhas@etrilhas.com
Olá muito boa a viagem de vocês, tenho uma dúvida, vou viajar agora em julho fazendo quase a mesma trip que vocês, a minha úvida é, PRECISO DE PASSAPORTE PARA FAZER ESSE TRIP ?
VLW
Fala Felipe,
Nós tivemos a mesma dúvida quando começamos a organizar o mochilão e acabamos fazendo o passaporte por precaução mas não é necessesário fazer vc pode utilizar o RG. O que realmente você precisa é a carteirinha de vacinação com a vacina da febre amarela, isso vc ñ pode esquecer se não vai ter desembolçar uma grana…rsrs
Obrigado pelo seu comentário.
Abraço
Vlw, mas tenho outra dúvida, eu li o roteiro de vocês inteiro, achei muito bom, eu e minha mina estamos programando os mesmos lugares que vocês, com exceção de um ou outro, eu gostaria de saber quanto tempo vocês levaram para fazer todos esses caminhos e se possível o quanto vocês gastaram mais ou menos por pessoa, vou fazer com uns R$3000,00 para os dois.
vlw a atenção
Felipe e Pierre,
Eu ainda não finalizei esta planilha, mas assim que terminar enviarei pra vocês.
Os valores vão estar um pouco desatulizado por que já faz um ano que fiz o mochilão, mas tenho certeza que vai ajudar muito vocês nessa trip.
Obrigado pelo comentário.
valeu djalma!!..fico no aguardo….estou ancioso pela viagem…hehe..abraçao!!
Se você tiver como me enviar a mesma planilha que você enviou para Bia, ficarei muito agradecido por isso …abraços
ola, irei com amigos agora em maio de 2011, poderia lhe enviar essa planilha de gastos, pra mim ter ideia….abraçoo….muito boa essa viagem de vcs…da hora mesmo..hehhe..ate
Iai de novo,
Mais uma dúvida, andei lendo em uns blogs que passagem do trem da morte é complicada de se comprar, uns dizem que precisam ser compradas com antecedência, outros dizem que se compra na horas, mas como a procura é grande pode faltar passagem para aquele dia, e muitos vão de onibus até santa cruz de la sierra, e contam que é uma viajem infernal, gostaria de saber como foi a compra de passagens de voces, se compraram antecipado, ou se chegaram no guiche e compraram na hora e ja era ?
Vlw mais uma vez … abraços
Fala Felipe.
A passagem para o Trem da Morte é complicado pra comprar apenas a do superpullman. Aconselho sair um pouco mais cedo de Corumba pra comprar e se ñ conseguir ñ vai de ônibus que realmente é muito perigoso.
Desculpe pela demora pra responder.
Fala,djalma!Eu tambem vou precisar dessa planilha,pois vou partir para essa empreitada no começo de julho/2011.Vai eu e minha esposa,sairemos de vitoria-es.Se tiver alguem disposto,façam contato.Abraço!
Oi, desculpa vir aqui xeretar, estou querendo ir para o meio de 2011 a todos esses lugares com mais dois amigos, ainda nao fiz nenhuma trip assim.. gostaria muita que voce me disses qnto mais ou menos gastariamos por pessoa!….
E se possivel alguns cuidados enormes que devemos ter!
beijos..
msn: lalazinhallz@hotmail.com facebook: Laierys Lago
Olá!
Eu e mais 2 ou 3 amigos estamos planejando essa viagem e adoramos o roteiro que vocês fizeram.
Gostaria de mais detalhes para nos organizarmos melhor, pois somos freelancers.
Enfim, adoraria que entrasse em contato por e-mail, se possível, para entendermos em quanto tempo podemos seguir o roteiro.
Obrigada e parabéns pelas matérias.
Nossa q bad esse vacilo do bolviano..=/
nooossa esse dia deve ter sido inacrebeliveble ^^ se tá sendo emociante para eu, que estou lendo, imagino para vocês que viveram isso. Parabéns boys
Adorei o Blog e vou fazer esse roteiro em janeiro
vc pode me enviar a Planilha ?
Abraço
Quantos dias vcs gastaram até o chile?
Olá Bruce,
Acredito que gastamos cerca de 17 dias para chegar até o Chile, mas fomos parando pelo caminho, ficamos 4 dias em La Paz e 3 dias em Cuzco. Se você pensa em fazer esse caminho é bom ter no mínimo 30 dias por que tem muita coisa pra conhecer e se você curte uma boa aventura não vai querer deixar nada para trás.
Valew pelo comentário.
Abraço
Muito massa mesmo!! Estou planejando a viagem e a planilha seria muito útil!! Vc poderia fazer a gentileza de me enviar: tcozero@gmail.com
Muito obrigado mesmo!!!!
cara, to indo agora dia 19/01/2012, to saindo na corangem, se der mande a planilha de custos pra mim, quando voltar dou noticias.
oi Djalma, mto bacana essa viajem de vcs!!
tb estou pensando em viajar com dois primos e o destino sera machu picchu!!
se for possivel gostaria q vc me mandasse a sua planilha de gastos pra apresentar aos meus primos!!
vlw amigo
Eae Djalma,
Pretendo fazer a mesma viagem que vc e seus amigos fizeram, incrivelmente encontrei a sua história.
Gostaria de manter um contato, para tirar algumas dúvidas se fosse possível é claro.
Um Abração!
Olá Saulo,
Terei o maior prazer em te ajudar nessa aventura. Adiciona o ETrilhas na rede social que vc usa e vamos trocando informações.
Obrigado pelo seu comentário.